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INADIMPLÊNCIA FINANCEIRA E ACADÊMICA

José Milton de Cerqueira (14/11/2016)

Determinada escola, preocupada com a queda ou pouco crescimento de sua matrícula nos últimos anos, foi orientada a fazer um levantamento dos pedidos de transferências, retroativos há cinco anos. O Resultado foi o seguinte: 23,8% - não aproveitamento escolar; 21,0% - Financeiro; 20,3% - mudança de endereço; 17,8% - Insatisfação; 17,2% - outros motivos.

Como se nota, os dois primeiros lugares ficaram com a inadimplência financeira e a falta de pontos para atingir a média exigida pela escola, o que podemos chamar de inadimplência acadêmica. Diante desse resultado, a escola passou a dar mais atenção, logo no começo do ano, ao atraso das parcelas e a falta de pontos para atingir a média. Também, atenta ao terceiro lugar, a insatisfação com a escola.

Fim de ano, a escola se vê em volta de duas preocupações básicas: concluir o ano letivo em paz e preparar bem a matrícula para o ano seguinte. A escola passa literalmente a ser duas em uma, pois estará vivenciando, ao mesmo tempo, o ano que se finda e o que se inicia.

Nessa dupla atuação, nada pode dar errado. Tudo tem que dar certo.

Administrar a inadimplência financeira, a escola dispensa mais preocupação. Já quanto à inadimplência acadêmica, por sempre estar aos cuidados da área pedagógica, há certa dificuldade de agir. É muito evidente que nenhuma escola quer perder aluno. Daí a necessidade de uma boa atuação junto ao aluno e a família, tentando evitar a todo custo, logo nos primeiros meses, parcelas atrasadas e um elevado número de alunos devendo ponto.

Enquanto a escola trabalha intensamente para captar alunos e aumentar a sua matrícula, ela deixa, às vezes, escapar facilmente alunos que pedem transferência forçada por estarem inadimplentes financeira ou academicamente.

A solução para inadimplência financeira já é bastante conhecida. Começar a cobrar logo após o atraso da 2ª parcela. Se não for pago até se aproximar a 3ª parcela, cobrança novamente. Assim, incessantemente, sempre com o argumento que se acumular parcelas, a situação vai se tornando mais difícil de ser resolvida, lembrando que a escola cumpriu a sua parte, prestando o serviço educacional, e o responsável não vem cumprindo a sua parte.

Quanto à inadimplência acadêmica, os caminhos são parecidos com os da financeira.

A diferença básica é que uma trata de dinheiro e a outra de pontos nas disciplinas. O pai assumiu compromisso de pagar mensalmente a anuidade escolar; o aluno, para ser aprovado, teria que obter, em cada disciplina, x pontos para ser aprovado. Assim, logo na primeira etapa, caso determinados alunos tenham obtido em biologia a nota 5, quando deveriam ter tirado 6, todos eles ficaram devendo um ponto. Estão, pois inadimplentes em um ponto, sendo necessário tirar 7 na etapa seguinte. Se perdurar a nota anterior, 5, ele passa a ficar devendo dois pontos, precisando obter a nota 8. Essa “dívida”, se não for paga logo, tronar-se-á impagável, ou seja, impossível de tirar uma nota 8 ou 9, uma vez que seu padrão sempre foi a nota 5.

A competição é gritante. Não tem sentido, perder alunos. Por qualquer que seja o motivo. Principalmente, por motivos de inadimplência, financeira ou acadêmica. E muito menos, por insatisfação com a escola.




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